TV Câmara e TV Senado estão fora do ar no sinal DTV+ da Rede Legislativa em São Paulo
No mesmo mux, TV Alesp e TV Câmara SP seguem operando normalmente
Dois canais do mux da Rede Legislativa na nova plataforma DTV+ estão indisponíveis em São Paulo. A falha atinge, há alguns dias, os serviços da TV Câmara e da TV Senado, que aparecem identificados na interface dos receptores compatíveis com a TV 3.0, mas não exibem programação.
Ao selecionar esses canais, o receptor exibe uma mensagem de indisponibilidade do sinal. O problema, no entanto, não afeta todos os serviços do mux da Rede Legislativa na DTV+, já que a TV Alesp e a TV Câmara SP seguem operando normalmente.
Na lista de canais dos receptores compatíveis com DTV+ é possível acompanhar a programação da TV Câmara e da TV Senado por meio de suas versões convencionais em HD, também disponíveis para sintonia nos novos aparelhos.
Ainda não há informações oficiais sobre a causa da indisponibilidade, nem previsão de normalização dos sinais da TV Câmara e da TV Senado no novo sistema.
Ao lado do sinal da TV Globo em DTV+, os muxes da Rede Legislativa e da EBC integram a fase inicial de implantação da TV 3.0 em São Paulo. A operação da Rede Legislativa utiliza o canal VHF 7, em transmissão experimental a partir da torre da TV Record, na Avenida Paulista. O mux da EBC está no canal VHF 8, com transmissão a partir da torre do SBT, no bairro do Sumaré.
Ambas as estações públicas são coordenadas pela EAD (Entidade Administradora da Digitalização de Canais de TV e RTV), criada por determinação da Anatel e que atua sob a marca "Seja Digital" no âmbito dos testes da TV 3.0, autorizados pelo Ministério das Comunicações. A expectativa é que, futuramente, essas estações experimentais sejam substituídas por estações DTV+ próprias da Rede Legislativa e da EBC, oferecendo melhor cobertura e recursos ampliados. A EAD também coordena uma estação experimental, nos mesmos moldes, em Brasília.
Falhas na fase inicial
A indisponibilidade dos sinais da TV Câmara e da TV Senado no sistema DTV+ de São Paulo é um dos pontos que precisam de ajuste nestes primeiros passos da nova geração da televisão digital aberta. A operação segue em fase experimental e passa por correções técnicas típicas de uma etapa de implantação.
Entretanto, ajustes também são necessários nos equipamentos de recepção, que dependem de atualizações de software para corrigir falhas de funcionamento e liberar novos recursos da plataforma. O guia de programação EPG, por exemplo, ainda não aparece ativado em nenhum canal, seja ele HD (ISBD-T) ou DTV+.
Em testes realizados pelo blog São Paulo Broadcast, os conversores comercializados pela Aquário não memorizam três canais do sistema ISDB-T na capital paulista: RBI, Record News e Canção Nova. Mesmo com sinal suficiente para recepção, esses canais deixaram de ser armazenados durante a busca automática.
Já os canais CBI, Mais Família e Boas Novas, todos no sistema ISDB-T, são memorizados em aparelhos de quaisquer marca, mas a programação não é exibida.
Também há inconsistências na apresentação dos canais dentro da plataforma DTV+. Sete emissoras da cidade de São Paulo aparecem sem logomarcas: TV Brasil, Canal Gov, Canal Educação, Canal Saúde, Top TV, Boa Vontade TV e TV Feliz. Já a Jovem Pan News TV está com dois ícones disponíveis no sistema, sendo que um deles aparece em posição incorreta dentro do mux da Rede Família e o canal não abre quando selecionado.
Desde o início das operações experimentais da DTV+, na quinta-feira, 11 de junho, os conversores em geral já receberam duas atualizações de software. As liberações indicam que os equipamentos ainda passam por ajustes nesta fase inicial, com correções de funcionamento e preparação para novos recursos da plataforma.
Por Maurício Viel, jornalista, escritor e historiador do rádio e da TV.

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